Decada de 70... Eu ainda não havia atingido a maioridade, acabara de ser sido demitido do emprego, e como já estava em idade de prestar o serviço militar. nenhum empregador queria me contratar.
Meu amigo, o Gerson trabalhava como eletricista e, um dia, conversando, surgiu uma proposta de emprego, ou seja, trabalhariamos juntos á base de comissão e eu ganharia 30% sobre o faturamento da nossa “Empresa”
___Tudo bem, respondi, eu estou mesmo sem ter o que fazer no momento... vamos então escolher um nome para a nossa “Firma”
Ficou combinado que a tal “Firma” iria se chamar “Curto & Circuito”
___Tudo bem, respondi, eu estou mesmo sem ter o que fazer no momento... vamos então escolher um nome para a nossa “Firma”
Ficou combinado que a tal “Firma” iria se chamar “Curto & Circuito”
Como eu sempre tive certa facilidade para desenhar, me incumbi de providenciar duas camisetas, uma delas com a estampa escrita “Curto” e outra comm o letreiro “Circuito”
Cada um de nós usaria uma destas camisetas, as quais seriam nosso “Uniforme Padrão”
E assim nasceu a empresa “Curto & Circuito”
Cada um de nós usaria uma destas camisetas, as quais seriam nosso “Uniforme Padrão”
E assim nasceu a empresa “Curto & Circuito”
A gente iria trabalhar com instalações residenciais, comerciais, industriais e tudo mais que aparecesse...
Os primeiros clientes surgiram, e logo passamos a ser conhecidos por toda a região, pois a palavra “Curto –Circuito” de imediato já lembrava eletricista, e consequentemente já se lembravam da gente...Era só aparecer qualquer problema com eletricidade, e logo eramos solicitados...
E assim nosso empreendimento começou a decolar, e a gente em um certo momento já não dava mais conta de trabalhar sozinhos... começamos a pensar em contratar outros profissionais para fazerem parte do grupo....Tudo ia de vento-em-popa,, até que um dia, meu socio, em uma brincadeira muito de mau-gosto, solicitou:
___Edge, da para pegar aquele alicate para mim?
Os primeiros clientes surgiram, e logo passamos a ser conhecidos por toda a região, pois a palavra “Curto –Circuito” de imediato já lembrava eletricista, e consequentemente já se lembravam da gente...Era só aparecer qualquer problema com eletricidade, e logo eramos solicitados...
E assim nosso empreendimento começou a decolar, e a gente em um certo momento já não dava mais conta de trabalhar sozinhos... começamos a pensar em contratar outros profissionais para fazerem parte do grupo....Tudo ia de vento-em-popa,, até que um dia, meu socio, em uma brincadeira muito de mau-gosto, solicitou:
___Edge, da para pegar aquele alicate para mim?
Tratava-se de um alicate em cima de uma cadeira... só que, para me sacanear, o cara havia colocado de proposito, um fio energizado em contato com a ferramenta, e, ao tocar no tal alicate, tomei um tremendo choque... joguei longe o alicate, enquanto ele e mais 4 pessoas presentes cairam na gargalhada ... Eu havia realmente “pago um mico” e agora era alvo de gozação ...
“Deixa pra lá, pensei comigo... se eu partir pra ignorancia agora, acabarei perdendo o emprego ... mas amanhã é outro dia e ainda vou dar o troco pra este FDP”
Foi uma experiencia que não esqueci, e prometi a mim mesmo que isto não ficaria assim...
Após passado o incidente, tive varias outras oportunidades para poder pagá-lo com a mesma moeda mas preferi aguardar por um momento especial, que eu intuitivamente sabia que iria surgir... era só ter um pouquinho mais de paciencia.. E assim, alguns meses se passaram, e o episodio acabou por cair no esquecimento (somente por ele, não por mim), até que um dia fechamos um contrato com uma construtora responsavel por um galpão que serviria para armazenar não sei o que, na beira da rodovia João Melão.
Foi uma experiencia que não esqueci, e prometi a mim mesmo que isto não ficaria assim...
Após passado o incidente, tive varias outras oportunidades para poder pagá-lo com a mesma moeda mas preferi aguardar por um momento especial, que eu intuitivamente sabia que iria surgir... era só ter um pouquinho mais de paciencia.. E assim, alguns meses se passaram, e o episodio acabou por cair no esquecimento (somente por ele, não por mim), até que um dia fechamos um contrato com uma construtora responsavel por um galpão que serviria para armazenar não sei o que, na beira da rodovia João Melão.
Iriamos trabalhar com alta voltagem e teriamos de agir com atenção redobrada, pois qualquer descuido poderia ser fatal. Iniciamos a passagem dos cabos pelos conduits, e fomos pra casa descansar.
Já no dia seguinte, logo pela manhã, já novamente estavamos na obra para dar prosseguimento ao trabalho. Meu amigo se dirigindo a mim recomendou:
___Estaremos trabalhando com voltagens altissmas, vou subir no teto, e começarei a ligar a fiação, fique atento proximo á chave geral, e só ligue os disjuntores quando eu avisar, certo?
___Claro, Gerson entendi, sim só ligo os disjuntores quando voce avisar, respondi
Meu amigo então subiu ao teto, e eu fiquei ali embaixo, meditando:
___Estaremos trabalhando com voltagens altissmas, vou subir no teto, e começarei a ligar a fiação, fique atento proximo á chave geral, e só ligue os disjuntores quando eu avisar, certo?
___Claro, Gerson entendi, sim só ligo os disjuntores quando voce avisar, respondi
Meu amigo então subiu ao teto, e eu fiquei ali embaixo, meditando:
“ Não posso ligar os disjuntores, pois o Gerson corre perigo...”
De repente, algo "iluminou minha mente" eu me perguntei:
De repente, algo "iluminou minha mente" eu me perguntei:
Puxa, não seria este o grande momento para eu me vingar daquele choque?
O cara iria lidar com 500 Volts.... è o momento de ir pra revanche, ou seja eu iria lhe dar um troco de mais 380 volts, contra os 120 V que ele me dera, aquela vez .... Sem duvida que seria este mesmo o momento de ir á forra...
Devagar, subi a escada, olhei pelo alçapão do teto e tudo estava “dentro do previsto”, ou seja, ele agora estava segurando 2 fios desencapados... seria este o momento, era agora ou nunca, pensei... Aproximei-me da chave-geral, e coloquei o dedo sobre o disjuntor... confesso que naquele momento senti um gostinho todo especial de vingança ... estava a poucos segundos de realizar-me.... Nao pensei mais: Levantei de uma vez aquele disjuntor, onde abaixo se lia:
“Cuidado, Alta tensao”...
Foi um momento de delirio total, com muita adrenalina....
Logo um grito foi ouvido no teto, mas não parei poraí, segurei ainda o disjuntor por mais alguns segundos, até que o cara parou de gritar, e o clima foi seguido de silencio total...
Logo um grito foi ouvido no teto, mas não parei poraí, segurei ainda o disjuntor por mais alguns segundos, até que o cara parou de gritar, e o clima foi seguido de silencio total...
Desliguei tudo e pensei comigo...
“ Os gritos pararam.. Teria eu exagerado na dose?"
“ Os gritos pararam.. Teria eu exagerado na dose?"
Rapidamente, solicitei auxilio ao pessoal da obra que circulava porali...
___ O cara levou um choque la em cima... expliquei, me ajudem a tira-lo do teto...
Conseguimos finalmente descer com a “vitima” mas aquele meu amigo estava em um estado realmente lamentavel... olhos esbugalhados, lingua enrolada ... bom , pensei ... ao menos esta vivo.
Os caras da obra chegaram com um copo de agua com açucar, que ele tomou e aos poucos foi melhorando...
Hoje somos compadres, pois sou padrinho de batismo de sua filha, a Kátia, mas sempre que conversamos sobre o incidente, faço questão de expor meu ponto de vista:
“Amigos-amigos, mas choques a parte”
******************
0 comentários:
Postar um comentário